Suporte Recursos Humanos

Inclupe Recursos Humanos

Artigos e Carreira

O RH de 2035: um catalisador de transformação

A “nova era do RH começou em 2015, quando a geração Y, dos nascidos de 1980 para cá, passou a ser maioria nos postos de trabalho, ao menos nos Estados Unidos. Segundo a revista Fast Company, a marca da nova era é que as empresas começaram a enfatizar mais a aquisição e a retenção de grandes talentos, e isso está levando a função de RH a ser revalorizada.

O RH, no entanto, tem sido lento para dar esse salto. Em uma pesquisa realizada pela consultoria Deloitte nos EUA, intitulada Reinventing HR: An Extreme Makeover, apenas 22% dos entrevistados dizem que o RH está se adaptando à evolução das necessidades de sua força de trabalho e só 20% creem que a área se encontra adequadamente capacitada a planejar o futuro dos talentos da empresa.

E o Brasil? O que tem de ser feito para termos, não em 2015, que passou e em maus lençóis, mas em 2035, um RH forte, capaz de aumentar a competitividade de nossas empresas?

Essa foi a pergunta à qual um grupo de executivos e consultores tentou responder ao reunir-se para debater o futuro da função de recursos humanos nas organizações sob a coordenação da consultoria de inovação em gestão Corall. Houve consenso sobre os principais problemas: a falta de engajamento dos colaboradores e a desconexão entre como o RH lida com eles e a rápida evolução da empresa. Com base nisso, desenharam-se os desafios de hoje, as características do futuro, os passos para mudar e as particularidades brasileiras.

Os desafios de hoje

“Se quiserem estar prontas para o que o futuro lhes reserva, as organizações brasileiras devem desafiar com urgência quatro comportamentos bastante arraigados:

• É cada vez maior a diversidade de relacionamentos importantes para as empresas, dentro e fora de suas fronteiras, mas ainda vivemos, no Brasil, modelos hierarquizantes segundo os quais quem está no topo sabe e o time abaixo é “júnior”, para não dizer incompetente.

• O rápido avanço da tecnologia está impactando fortemente maneira como vivemos e nos relacionamos com os outros, promovendo a “desintermediação”. Isso já transformou as relações sociais e comerciais, que estão passando a ser diretas, práticas, rápidas, mas as empresas não o acompanham.

• A escassez dos recursos naturais, como a água e a energia, e o modo como as organizações lidam com eles serão determinantes de competitividade, mas muitas companhias encontram-se bem distantes desse tema.

• O aumento da expectativa de vida começa a exigir das empresas a busca de alternativas para garantir qualidade de vida aos que terão mais tempo para desfrutar a chamada “melhor idade”, porém muitas organizações ainda nem se deram conta da tendência.”

As características do futuro

“Projetamos como precisarão ser as empresas empresas daqui a 20 anos, com seis características-chave:

• As organizações mais bem-sucedidas serão as que se adaptarem melhor às mudanças, o que, por sua vez, dependerá muito de estarem a serviço da vida e de terem clareza de seus propósitos – elas também serão as que atenderem aos anseios de todos os stakeholders, e não apenas aos dos acionistas.

• Para serem mais competitivas, as empresas estimularão seus talentos ao crescimento pessoal e a serem donos do próprio destino, a fim de conectar suas causas com as causas corporativas.

Leia a matéria completa: http://www.revistahsm.com.br/lideranca-e-pessoas/rhde-catalisador-transformacao/



‹ Voltar